Image for post
Image for post
Crédito: Marco Torelli

Startup usa inclusão de pessoas com deficiência como diferencial competitivo

A Relação Anual de Informações Sociais (Rais) registrou que o Brasil, em 2019, contava com 486.756 pessoas com deficiência (PCD) em postos de trabalho formais, ou seja, menos de 1% do total de funcionários. Em um País com quase 46 milhões de brasileiros que declaram ter algum grau de dificuldade para enxergar, caminhar, subir degraus ou possuir deficiência intelectual — de acordo com o Censo 2010 –, a parcela de trabalhadores PCD com carteira assinada é vergonhosa, sobretudo se pensarmos que a Lei 8.213/91 prevê que empresas com mais de 100 funcionários tenham de 2% a 5% de pessoas com deficiência no quadro de colaboradores.

Incluir, na minha análise, significa mais do que cumprir normas legais; está mais associado ao fato de trazer um importante diferencial competitivo para dentro das organizações. Assim como a sociedade é diversa, as empresas deveriam ser.

Com essa perspectiva, um negócio de impacto social construiu formas de tornar os ambientes corporativos mais diversos. A HRtech Egalitê tem desenvolvido uma série de iniciativas com este intuito de ser fonte de transformação no mundo do trabalho. Fundada por Guilherme Braga, a empresa anunciou a realização, entre 21 e 28 de setembro, de uma feira de empregos, digital e gratuita, inteiramente focada em oferecer oportunidades de trabalho para profissionais com esse perfil.

A Inclui PcD terá início no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência e tem o objetivo de conectar empresas e profissionais, além de promover palestras com especialistas da área.

A Egalitê — que realiza avaliação de perfil comportamental e de educação, adaptada para as pessoas com deficiência — já incluiu, efetivamente, mais de 7 mil profissionais no mercado de trabalho de 19 Estados, atendendo a mais de 500 empresas. Um serviço pertinente prestado pelo negócio é, também, o auxílio às companhias interessadas em desenvolver melhores práticas de inclusão no ambiente de trabalho, tornando-o mais produtivo para todos os envolvidos.

E isso tem a ver com reconhecer o potencial das pessoas com deficiência de contribuir com o retorno produtivo, criativo, inovador e financeiro para as organizações. Premiada, a empresa conquistou o World Summit Awards (WSA), promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), justamente por essa contribuição social de combater noções limitantes de que o mercado de trabalho pode prescindir de talentos diversos.

Empresas e candidatos interessados em participar do Inclui PcD podem acessar o site do evento.

Maure Pessanha é empreendedora e diretora-executiva da Artemisia. Texto publicado originalmente no Blog do Empreendedor — Estadão PME.

Você é empreendedor(a) de um negócio que gera impacto positivo?

Pensando nos desafios que os(as) empreendedores(as) enfrentam para mensurar o impacto de suas soluções, nós da Artemisia nos juntamos à Agenda Brasil do Futuro e à Move Social para lançar o Guia Prático de Avaliação para Negócios de Impacto Social, disponível para download gratuito AQUI.

E se você se interessa por Educação e Empregabilidade: conheça nossa Tese de Impacto Social em Empregabilidade — estudo que criamos em parceria com a Potencia Ventures que analisa os principais desafios enfrentados pela população em situação de vulnerabilidade econômica e aponta as oportunidades para quem pensa em criar um negócio de impacto social no setor. Faça o download gratuito AQUI.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store